Proteção contra relâmpagos

Ronald Watts.

Os países tropicais por todo o mundo são muito mais atingidos por relâmpagos que os países mais frios. As áreas de planaltos expostos altos com poucas árvores parecem ser mais atingidas por relâmpagos que outras áreas. Quando as pessoas vivem em cabanas com telhados de palha, os riscos são maiores. Zimbábue possui o recorde do maior número de pessoas mortas por serem atingidas por um único relâmpago, com 21 pessoas mortas em uma cabana perto de Mutare em 1975. 

O relâmpago é chamado de ‘Ato de Deus’, pois ninguém pode prever onde ele cairá. No entanto, as causas dos relâmpagos possuem uma explicação científica simples. Se um relâmpago atinge uma pessoa, ele pode fazer com que seu coração e, às vezes, seus pulmões parem. Os corações podem recomeçar sem ajuda médica, mas se os pulmões também pararem, pode ser necessário fazer massagem cardíaca e respiração boca-a-boca urgentemente para ressuscitar a pessoa e prevenir a morte.

Em muitos países, as pessoas acreditam que os relâmpagos estão associados à bruxaria. Isto significa que muitas pessoas têm medo de ajudar alguém que tenha sido atingido por um relâmpago, no caso de serem afetadas. Mais vidas poderiam ser salvas, se fosse ensinado às pessoas que os relâmpagos são um processo natural e não há nenhum risco em ajudar alguém que tenha sido atingido. Fazer massagem cardíaca e respiração boca-a-boca imediatamente pode salvar algumas vidas.

Em espaços abertos grandes, qualquer coisa que esteja de pé, principalmente se for feita de metal, tem maior probabilidade de ser atingida pelos relâmpagos – árvores isoladas, estacas, postes de cercas e até mesmo uma pessoa. Se você se encontrar em uma área exposta, afaste-se de qualquer extensão de água exposta e procure uma vala para ficar dentro, deitado! O lugar mais seguro para se abrigar é embaixo de um grupo grande de árvores (escolha uma árvore mais baixa) ou em um veículo fechado (onde os pneus de borracha oferecem proteção).

Se os relâmpagos atingirem casas bem construídas, com encanamentos/ canalizações para água e eletricidade, a energia elétrica passará pelos canos e fios de metal, ficando longe das pessoas dentro da casa. No entanto, em prédios com telhados de palha, os relâmpagos passam pelas pessoas dentro das casas. Os pesquisadores observaram que as cabanas com cozinhas de telhado de palha tinham muito mais probabilidade de serem atingidas pelos relâmpagos por causa das panelas de metal. Evite abrigar-se nas cozinhas!

Todos os prédios, principalmente os com telhados de palha, podem ser protegidos com um ‘pára-raios’. Este é constituído por um poste de madeira muito alto, de pelo menos seis metros de altura, colocado de pé a pelo menos 1,5 metros de distância de um prédio. Amarre um arame de aço galvanizado ao longo do poste, passando das pontas tanto no topo como no solo. Enterre o poste a pelo menos 1,5 metros de profundidade e empilhe pedras na base para proteger os animais e as crianças contra choques durante os relâmpagos. Se o solo for rochoso, ou se houver algo construído em cima dele, os pára-raios também podem ser fixados a árvores. Quando houver muitas casas próximas umas das outras, o mesmo pára-raios pode proteger várias delas. Fixe postes mais baixos ao lado das casas (não enterrados no solo) e una-os com um arame ao pára-raios principal. Certifique-se de que os postes sejam mais altos do que o topo dos telhados das casas. Se um relâmpago cair na área, ele atingirá o arame de metal no pára-raios e passará para a terra sem causar danos às pessoas e aos lares.

Ronald Watts trabalhou na Zâmbia e em outros países africanos por muitos anos, promovendo a agricultura e o desenvolvimento sustentável. Ele agora vive em Maes Yr Eglwys, Penycae, Swansea, SA9 1GS, Reino Unido.