Cartas

Misturador de concreto

Misturar grandes quantidades de concreto ou argamassa no chão é um trabalho muito pesado se for feito manualmente. É melhor misturar em um carrinho de pedreiro, mas ele não tem o formato ideal para que se possa revolver a massa com uma pá. Eu gostaria de fazer uma sugestão simples.

Corte um latão de 40 galões (180 litros) pela metade e use quatro tábuas de madeira, seis parafusos e porcas para fixar as partes nos seus devidos lugares. Esvazie o latão despejando o cimento no chão ou em um carrinho de pedreiro. Conte-nos se você obteve sucesso.


 

 

 

 

 

 

Rod Mill, Sancton Drawing Services, High Street, Sancton, YO4 3QT, Grã-Bretanha

Triciclo para deficientes

Eu fiquei muito interessado pela carta sobre o triciclo apropriado para pessoas deficientes. Eu também produzia algo semelhante na Zâmbia há muitos anos atrás. Depois de 15 anos de produção, eu me senti muito desafiado a montar um negócio próprio. Desde que haja um mercado razoável para produtos deste tipo, o negócio poderá ser viável. É mais provável que um negócio leve a uma produção contínua do que as iniciativas que não visam lucro.

DJ Buchanan, The British Council, 58 Whitworth Street, Manchester, M1 6BB, Grã-Bretanha.

Doença misteriosa em cabras

Durante uma visita que fiz recentemente a um projeto em Orissa, na Índia, as pessoas da região nos contaram sobre o fato de que as suas cabras estavam morrendo devido a uma doença misteriosa que deteriorava o corpo delas. Através de vários contatos, descobrimos que talvez esta doença estava sendo causada por folhas venenosas que as cabras estavam consumindo, assim como a erva-de-santiago (tasneira) e o oleandro, os quais causam problemas no fígado e fazem com que a pele fique muito sensível à luz do sol. As pessoas não sabiam muito bem como cuidar das cabras, mantendo-as presas em um curral e trazendo forragem para as mesmas. Quando as cabras estão soltas, elas raramente comem coisas que possam prejudicá-las. No entanto, se as folhas forem apanhadas e misturadas com outras, pode ser que as cabras comam folhas venenosas.

Nós achamos que talvez esta informação seja útil para outras pessoas que tenham pouca experiência com cabras. Tenha cuidado no sentido de que toda a forragem seja segura para os animais comerem. É melhor ainda se você puder cultivar as suas próprias plantas para forragem.

David e Shirley Todd, 8 Hall Close, Mottram, Cheshire, SK14 6LJ, Grã-Bretanha.

Como manter as cabras afastadas

Nós plantamos muitas árvores novas no ano passado e, ao redor delas, cultivamos a planta Crotolaria ochroleuca em um formato circular, com dois propósitos. Em primeiro lugar, a planta Crotolaria ochroleuca fornece sombra, proteção e nitrogêneo para as novas árvores. Em segundo lugar, durante a longa estação seca as cabras do povoado pastam soltas pela região, à procura de comida. As cabras não gostaram da palha dura e seca da planta Crotolaria ochroleuca ao redor das novas árvores, as quais foram poupadas do seu apetite.

Irmã Elisabeth van Grieken, Igreja Católica de Kalilo, PO Box 10434, Chingola, Zâmbia.

EDITORA:

Pacotes gratuítos de sementes podem ser adquiridos através da ECHO, 17430 Durrance Road, North Fort Myers, FL 33917-2239, EUA.

Nova doença

Será que outros leitores da África Ocidental notaram a existência de uma doença que afeta as árvores Parkia clappertonia e Prosopis africana, a qual tem tido uma grande incidência nesta região? As árvores começam a perder as suas folhas em certos galhos, os quais morrem e, gradativamente, toda a árvore é destruída.

Se não descobrirmos a causa e uma possível cura, a situação será muito séria. As sementes de ambas as árvores são nutritivas e utilizadas por toda a população de maneira fermentada para dar sabor a sopas e cozidos e também são vendidas comercialmente.

Irmã Hilary Claffey, Convento do Santo Rosário, PO Box 824, Makurdi, Benue State, Nigéria.

Infecções causadas por fungos

Durante uma conferência que foi recentemente realizada em Viena, alguns cientistas internacionais discutiram sobre o aumento das infecções internas, causadas por fungos, entre as mulheres do Uganda e não chegaram a uma solução. Os participantes não tinham experiência com o contexto rural da África! Eu acredito que há somente uma resposta – a toalha familiar. Muitas famílias têm somente uma toalha, a qual é usada por todos e lavada em água fria. Se um membro da família tiver uma infecção causada por fungos, os mesmos ficam impregnados na toalha e causam infecções em todos os demais. As mulheres que visitam parentes nas zonas rurais podem regressar com infecções que causam a liberação de um líquido e coceira na vagina. Os seus maridos podem pensar que elas foram infiéis e batem nelas por não compreenderem a verdadeira razão.

Que solução existe? Trate a infecção com ajuda médica. Se possível, use toalhas diferentes para cada membro da família. Aqueça as toalhas a quase uma temperatura de ebulição constantemente ou use um sabão medicado para eliminar o fungo.

Siegfried Gerber, Quênia.

Composto perigoso

Os agricultores freqüentemente me perguntam se é seguro usar estrume feito com desperdícios provenientes das cidades. Eles sempre se preocupam com o risco de contrairem doenças. Eu me preocupo com as inúmeras pilhas de lanternas, rádios, relógios, etc. Estas pequenas ‘bombas’ raramente são percebidas, apesar de estarem cheias de produtos químicos venenosos que são liberados gradualmente ao deteriorarem. Ninguém parece ter descoberto uma maneira segura de separálas dos materiais inaproveitados para destruí-las. Na minha opinião, é melhor evitar o uso de estrume feito com tais materiais provenientes das cidades.

Dr George A Lawson, CAAK / UBESA, BP 1515, Lomé, Togo.

EDITORA:

O Dr Lawson levanta questões muito sérias. A única orientação recomendada para eliminar pilhas é enterrálas em valas profundas. Assim como ele comentou, é melhor evitar o uso de estrume feito com desperdícios provenientes das cidades, na produção agrícola. Ele poderia ser usado no cultivo de árvores. Se você produzir o seu próprio estrume, você terá confiança ao saber que ele é completamente seguro.

Construindo pontes

A nossa organização é formada por onze membros, os quais estão todos comprometidos a compartilhar conhecimentos, amor e ajuda prática com as pessoas necessitadas. Nós consideramos o nosso trabalho como se fossem pontes: pontes nas áreas de agricultura, evangelismo ou carpintaria, por exemplo. As pontes precisam deligar as partes fortes com as fracas.

Para realmente compreender as necessidades das pessoas pobres, você precisará de visitar as casas onde elas vivem. Será somente lá que você encontrará os deficientes, os seropositivos, os bêbados e os solitários, que são desapercebidos por todos. Quando as pessoas não têm acesso a muitos recursos básicos, pode ser muito complicado erradicar a pobreza. Nós transmitimos a mensagem do amor de Cristo e construimos pontes através de ações práticas. Gostaríamos de receber notícias de outros grupos ao redor do mundo.

7 Golden Lampstands, PO Box 364, Kampala, Uganda

Jubileu 2000

Muitos leitores da Passo a Passo recolheram assinaturas para o abaixo-assinado da Campanha Jubileu 2000 com muito entusiasmo. Elas foram apresentadas aos líderes mundiais na reunião passada do Grupo dos 8, em Colônia, em Junho de 1999. Até agora, conseguiram-se cerca de 17 milhões de assinaturas em 124 países.

Uma pilha de formulários, alguns com impressões digitais, vieram da população inteira de um povoado no México, com um certificado oficial do delegado de polícia. Outros formulários vieram com assinaturas do presidente e de todos os membros do Gabinete do Governo da Guiana.

Além dos formulários usados para o abaixoassinado, recebemos uma variedade incrível de formulários preparados por indivíduos ou grupos, inclusive um formulário especialmente preparado no idioma Swahili, na Tanzânia.

Podem ser obtidos formulários para o abaixoassinado em vários idiomas através da Jubilee 2000 Coalition, 1 Rivington Street, London, EC2A 3DT, Grã-Bretanha.

E-mail: bwithstandley@jubilee2000uk.org

Incentivando a formação de grupos de senhoras

Na Missão Católica de Ngaoundaye, na República Centro Africana, uma voluntária italiana chamada Céleste, iniciou um trabalho para formar grupos de senhoras em 1993. Durante os dois primeiros anos, vários contatos foram feitos, procurou-se conhecer a cada um e descobrir como organizar um grupo duradouro. Céleste trabalhou com uma companheira da região chamada Rohané, e, em todos os lugares onde as senhoras demonstraram interesse, Céleste e Rohané começaram a organizar encontros de treinamento sobre o papel que as membras do comitê deveriam ter, assim como presidente, secretária e tesoureira.

A partir de 1995, os grupos definiram os seus objetivos e regulamentos e escolheram certas atividades. Céleste e Rohané puderam treinar as senhoras sobre como produzir loções, sabão, geléia, farinha de mandioca (gari) e batik. Vários grupos quiseram abrir pequenas lojas. Outros grupos continuaram a produzir loções. Quatro grupos quiseram montar um engenho de farinha para simplificar a vida cotidiana. Dois grupos cultivaram um terreno comunitário.

Os grupos logo perceberam que qualquer atividade econômica, especialmente a loja do povoado, precisava de um sistema de contabilidade muito bom mas nenhum deles tinha experiência nesta área. Quase todas as senhoras queriam ser alfabetizadas. Um rapaz fez um curso de treinamento dado pelo governo para poder dar aulas de alfabetização funcional. Ele transmitiu os seus conhecimentos a dez monitores voluntários que começaram a dar aulas para os grupos em 1997/8.

Dois grupos de senhoras pensaram em abrir um restaurante, mas os seus maridos se opuseram a isto, pois não queriam que as suas esposas estivessem fora de casa à noite. Um outro grupo havia comprado amendoim na época da colheita para vendê-lo quando os preços subissem. Esta iniciativa foi um completo fracasso pois o grupo ainda não havia aprendido muito bem a trabalhar em conjunto e tentou implementar esta idéia de maneira precipitada.

As senhoras aprenderam a pensar antes de agirem. Não é suficiente ter apenas uma boa idéia para que a atividade obtenha êxito. Um grupo que tinha um engenho de farinha pagou voluntariamente pelo transporte do professor de alfabetização, o que foi um verdadeiro sinal de progresso.

Enviado por Chantal Gaudin. Rohané Anne-Marie e Céleste Manenti são animadoras que trabalham com a Missão Católica de Ngaoundaye.