Aumento do nível do mar

Foto: Steve Collins
Foto: Steve Collins

O aumento na temperatura global está derretendo o gelo dentro das geleiras e das calotas glaciais, liberando grandes quantidades de água doce e causando um aumento gradual no nível do mar. As regiões litorâneas baixas, portanto, correm mais risco de inundação e marés repentinas.

A remota região hondurenha de Mosquitia, com seus mangues, rios, campos e floresta tropical úmida, é uma região selvagem de grande beleza natural. Ela abriga os povos indígenas Miskito, Garifuna, Pesch e Tawakha. Porém, a região e os seus povos estão ameaçados.

As condições atmosféricas estão mudando devido à mudança climática. As chuvas tornaram-se imprevisíveis – às vezes, há secas e outras vezes, chuvas muito fortes. Em 2005, a região foi afetada por três furacões e chuvas muito fortes durante um curto espaço de tempo. Isto fez com que os rios rompessem os bancos de areia, e parte da comunidade foi levada pelas águas. Vastas áreas de árvores também estão sendo derrubadas, mudando o microclima e aumentando a erosão.

Muitas pessoas vivem muito perto do mar, pois o clima é muito mais agradável. Há brisa, é menos quente e há menos insetos. Porém, estas pessoas estão muito vulneráveis ao aumento do nível do mar. Se a região continuar a ser afetada por furacões mais freqüentes e mais fortes, e o nível do mar subir, centenas de pessoas que vivem no litoral terão de migrar. Se elas tiverem de se mudar para as áreas florestais, as doenças como a malária passarão a ser um grande problema. Elas perderiam acesso a abastecimentos de água segura, escolas e outros serviços comunitários.

O aumento do nível do mar também terá um efeito enorme no meio ambiente natural. A água do mar sendo levada pelo aumento do seu nível para dentro das lagunas litorâneas pode matar os peixes e a flora existentes e causar mudanças permanentes na vegetação e nos estoques de peixes.

A parceira da Tearfund, MOPAWI, está trabalhando com as comunidades, ajudando-as a planejarem o que fazer em situações de desastre e a replantarem árvores ao redor das lagunas. Eles também se certificam de que sejam dados alertas sobre furacões pelo rádio durante a estação dos furacões, e as pessoas são ensinadas sobre procedimentos de evacuação, para que possam responder a alertas repentinos.

Jude e Steve Collins trabalharam como assessores ambientais para a MOPAWI, Honduras. E-mail: steve.collins@tearfund.org