Comunidade

Passo a Passo 102 - saúde e fé

A Passo a Passo 102 traz dicas de primeiros socorros, histórias de agentes de saúde e um estudo bíblico sobre cura.

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Estigma do HIV reduzido pela igreja

No Malaui, ainda há altos níveis de estigma e discriminação contra as pessoas que vivem com o HIV. Isso faz com que as pessoas tenham medo de obter acesso ao teste, tratamento e apoio ao HIV.

O Livingstonia Synod AIDS Programme (LISAP) reúne igrejas locais para lidar com o HIV e a AIDS em nossas comunidades. Uma das nossas principais prioridades é reduzir o estigma e a discriminação. Fazemos isso compartilhando informações detalhadas sobre o HIV e a AIDS e falando das consequências negativas do estigma em igrejas e comunidades. Pretendemos criar um ambiente onde as pessoas possam discutir abertamente assuntos considerados “tabus”. Também criamos grupos de apoio entre pares, organizados por pessoas soropositivas para outros que vivem com o HIV. Esses grupos são apoiados pelo pastor da igreja e pelos presbíteros, e nós nos certificamos de que pessoas que vivem com o HIV sejam nomeadas para cargos na igreja em que possam ensinar, pregar e liderar se tiverem essas habilidades. Elas fazem parte do corpo de Cristo e são importantes para Deus.

LISAP, MALAUI

Foto: Jim Loring/Tearfund
Foto: Jim Loring/Tearfund

Problema complicado

Pergunta: “Muitas igrejas e ONGs têm programas de alimentação nos quais elas simplesmente dão comida. Como podemos capacitar as comunidades para cuidar da saúde e necessidades nutricionais de seus próprios filhos? Você pode dar exemplos?” (Bing Roncesvalles, Filipinas)

Resposta: A saúde precária, a desnutrição e a pobreza estão intimamente ligadas. Há vários motivos para se distribuírem alimentos. Por exemplo, pode haver falta de alimentos em um distrito, ou as pessoas podem ser muito pobres para comprar alimentos suficientes ou os tipos certos de alimentos. Portanto, a primeira tarefa é entender o problema e suas causas. Depois, você poderá encontrar soluções adequadas e sustentáveis.

A escassez de alimentos em uma área agrícola pode ocorrer devido à destruição das culturas. Nesse caso, você poderia discutir com a comunidade como ajudar os agricultores a se tornarem mais resilientes às condições meteorológicas extremas e como melhorar a produção agrícola. Se o problema for a pobreza urbana, pode ser necessário concentrar-se na geração de renda e na abertura de pequenos negócios. Se o problema afetar apenas um grupo, como, por exemplo, o crescimento deficiente em crianças com menos de dois anos de idade, será importante identificar os motivos do problema. No caso do crescimento deficiente, os motivos podem incluir doenças frequentes causadas por um ambiente insalubre ou práticas precárias de amamentação e desmame. Nesse caso, você precisará se concentrar em atividades como lavar as mãos ou treinar famílias em alimentação infantil.

O tipo de “capacitação” também pode variar. Por exemplo, se um agricultor local tentar novos métodos e obtiver melhores resultados, sua experiência poderá ser compartilhada com outras pessoas. Ou se algumas famílias conseguirem criar crianças bem desenvolvidas, apesar da pobreza, então, ver o que elas fizeram poderá revelar práticas que poderiam ser usadas por outras famílias pobres. No entanto, quando ocorre um desastre ou há uma fome, é necessário distribuir alimentos, além de ensinar as pessoas a se prepararem para desastres futuros (e evitá-los). Porém, os programas de alimentação só devem ser usados como “curativos” temporários, pois eles não resolvem a raiz do problema.

Respondido pela Dra. Ann Ashworth, Professora Emérita de Nutrição Comunitária da London School of Hygiene and Tropical Medicine (Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres). E-mail: Ann.Hill@lshtm.ac.uk 

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