Comunidade

Passo a Passo 105 - Direito à terra

A Passo a Passo 105 explora os direitos à terra – por que eles são importantes, e o que podemos fazer para protegê-los.

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby Foto: Lambeth Palace/Picture Partnership
Foto: Lambeth Palace/Picture Partnership

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2018 é o ano em que a Tearfund comemora seu 50º aniversário como organização. O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, escreveu uma oração para marcar esta ocasião. Junte-se a nós em oração pelo fim da pobreza. 

Deus generoso e cheio de graça, te tornaste pobre para que possamos ser enriquecidos com o teu amor. Concedeste as riquezas e os recursos do mundo como herança comum a todos os seres humanos. 

Oramos para que fortaleças a tua igreja e, assim, ela possa ser um exemplo de hospitalidade para as pessoas pobres. 

Oramos para que, ao ver o brilho do amor de Cristo, as nações e os povos de todo o mundo não lutem para tirar a vida, mas, ao contrário, se esforcem para superar uns aos outros no cuidado das pessoas pobres e em ações que demonstrem grande generosidade. 

Por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, que por nossa causa deixou as riquezas celestiais, abriu mão de tudo, viveu como servo e padeceu a morte por nós. 

Amém.

problema complicado

Pergunta: Eu sei que defender e promover o direito à terra pode ser perigoso. Como minha comunidade pode se manter segura enquanto tentamos proteger nossos direitos? 

Resposta: Quando uma organização se manifesta em um ambiente de atuação difícil e/ou sobre assuntos polêmicos, pode ser arriscado para as pessoas que estão participando do trabalho de defesa e promoção de direitos (também conhecido como advocacy). Por exemplo: quem participa das atividades de defesa e promoção de direitos e as pessoas das comunidades envolvidas podem sofrer violência, ameaça de violência, prisão e até ameaças de morte. 

Abaixo estão alguns exemplos de como reduzir os riscos associados à defesa e promoção de direitos. 

  • Trabalhar com aliados externos ao contexto e que não sejam alvos da mesma ameaça. 
  • Realizar a defesa e promoção de direitos através de uma rede ou aliança a fim de reduzir a visibilidade da organização e somar forças. 
  • Construir relacionamentos com pessoas no poder e que possam acudi-lo em situações difíceis. 
  • Ser respeitoso com os decisores, prestando-lhes os esclarecimentos que venham a solicitar. 

É uma boa ideia fazer uma análise dos riscos da defesa e promoção de direitos para identificá-los e geri-los. O Kit de ferramentas de Advocacy da Tearfund pode ajudar com isso. Se o risco for muito grande, é prudente considerar outras alternativas para o trabalho de defesa e promoção de direitos, como, por exemplo, pedir a um porta-voz externo ou organização no exterior que faça o trabalho de defesa e promoção de direitos em seu nome. 

É uma boa prática assegurar-se de que todos os envolvidos estejam cientes do risco, estejam dispostos a prosseguir e saibam o que fazer para minimizar o risco, inclusive onde procurar ajuda. No entanto, pode haver situações em que os riscos sejam tão altos que isso nos impeça de realizar qualquer tipo de defesa e promoção de direitos. Porém, vale lembrar que, em alguns casos, pode haver um risco ainda maior em não exercer a defesa e promoção de direitos do que em exercê-la.

Resposta adaptada a partir do Kit de ferramentas de Advocacy da Tearfund, escrito por Joanna Watson. Acesse www.tearfund.org/advocacytoolkit para baixar uma cópia gratuita ou entre em contato conosco para solicitar um exemplar impresso por £12 (libras esterlinas).

Você tem algum problema complicado e gostaria que a comunidade da Passo a Passo o ajudasse? Escreva para o endereço abaixo.


Escreva para: The Editor, Footsteps, 100 Church Road, Teddington, TW11 8QE, Reino Unido

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