Rosa Mariano, um membro ativo da Equipe de Vida, da Província de Zambézia, cumprimentando os vizinhos. Foto: Rebecca J Vander Meulen
Rosa Mariano, um membro ativo da Equipe de Vida, da Província de Zambézia, cumprimentando os vizinhos. Foto: Rebecca J Vander Meulen

APRENDENDO POR TODA A VIDA

Alice Keen, Editora

Recentemente voltei de uma viagem à Ásia Central, onde visitei uma fábrica de seda. Os segredos de como fazer este belo material começaram sua viagem pelo mundo com os mercadores da famosa “Rota da Seda”, partindo da China, no século V d.C., e, conforme eram transmitidos de uma pessoa a outra, a produção se espalhou por novas regiões do mundo. Além de transmitido de uma cultura para outra, este conhecimento também foi transmitido de uma época para outra, à medida que geração após geração aprendia esta habilidade e, então, ensinava-a à próxima. 

Na minha visita, aprendi muitas coisas. Aprendi sobre a história desta fábrica e onde os seus produtos são vendidos ao redor do mundo. Aprendi sobre o processo de tingimento “tie-dye” que cria o tecido distintivo desta região. Também aprendi um fato incrível: cada bicho-da-seda tece um casulo contendo 1.000 metros de fios de seda!

Numa oficina, conversei com uma artesã-mestre que tecia tapetes. Ela tinha uma jovem aprendiza que estava com ela há seis meses. Leva anos para uma pessoa se tornar um tecedor de tapetes habilitado, mas esta jovem estava a caminho disso. Ela observava sua professora, praticava suas próprias habilidades e tentava desenhos novos e mais difíceis. Enquanto isto, ela fazia erros e os desfazia. Às vezes, ela própria percebia estes erros, e, outras vezes, a professora tinha de mostrá-los. Porém, pouco a pouco, o seu trabalho melhorava.

Isto me fez refletir sobre a maneira como aprendemos com Jesus ao trabalharmos ao seu lado e observarmos os seus caminhos perfeitos. Como seus discípulos, precisamos ter uma atitude de aprendizagem: sendo humildes no coração, admitindo nossos erros, pedindo ajuda e, então, vivendo vidas diferentes! 

Nesta edição, há artigos sobre a aprendizagem com outras pessoas através de visitas e casos e conselhos da República Democrática do Congo, de Moçambique e da Guatemala. Sei que os leitores da Passo a Passo são pessoas que gostam de aprender coisas novas e, assim, tenho certeza de que gostarão de “aprender sobre a aprendizagem”! 

Abaixo estão os artigos da edição 90 da Passo a Passo em html.

Para baixar uma versão pdf da edição 90 da Passo a Passo, clique aqui (1.3 MB).


  • Aprendizagem face a face em Moçambique

    Rebecca J Vander Meulen. A Diocese de Niassa, em Moçambique, trabalha através das “Equipes de Vida” para compartilhar seu aprendizado com as comunidades. Estas equipes são grupos comunitários voluntários de aproximadamente 18 pessoas. O ensino ocorre através de uma rede de professores e aprendizes. Primeiro, um “adepto” (ou trabalhador de campo) recebe treinamento num certo tópico. Ele, então, vai de aldeia em aldeia ensinando o tópico aos voluntários das Equipes de Vida, os quais, por sua vez, dividem-se em grupos menores, que vão de casa em casa ensinando-o a qualquer um que estiver interessado em aprender.

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  • Cartas

    A Passo a Passo na prática A Passo a Passo aumentou muito o bem-estar social das nossas comunidades no Malaui porque as pessoas estão colocando em prática o que leram na revista. O impacto é muito alto. Muitas pessoas vêm ao nosso centro para perguntar coisas como “Por que a Passo a Passo não financia o nosso projeto de agricultura orgânica?”. The Organic Farming Centre P O Box 199 Nkhamenya Malaui RESPOSTA DA EDITORA: Gostamos muito de ler sobre o seu trabalho. Você levantou uma boa questão: por que a Passo a Passo não financia os projetos dos leitores? A Passo a Passo não oferece subvenções a organizações ou indivíduos. Nossa visão é fornecer informações e inspiração aos nossos leitores através da nossa revista. Procuramos compartilhar conhecimentos que lhes permitam alcançar a transformação em locais com recursos limitados, bem como ajudá-los a se conectarem com outros ao redor do mundo. Na página de Recursos, recomendamos publicações gratuitas ou de baixo custo e sites que podem…

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  • Comentários de várias partes do mundo

    Uma maneira de aprender e melhorar o seu trabalho é pedir a opinião de outras pessoas. Estas podem ser as pessoas a quem você serve ou os seus pares, que podem ajudá-lo a compreender as áreas que você precisa mudar e incentivá-lo naquilo que você estiver fazendo bem. Pedir opiniões requer humildade e a decisão de escutar e valorizar os pontos de vista de outras pessoas, mesmo que sejam difíceis de ouvir. Porém, pedir opiniões estruturadas permite que as pessoas sejam honestas conosco e ajuda-nos a avaliar e fazer mudanças com base no que ouvirmos. Também evita que as pessoas nos critiquem com raiva ou quando não estivermos esperando. Na Passo a Passo, estamos comprometidos em produzir uma revista que sirva bem aos leitores. Estamos sempre buscando maneiras de ouvirmos os seus pontos de vista e gostaríamos de receber sugestões de tópicos que vocês gostariam de ver em futuras edições, artigos que acharam úteis ou difíceis de entender e relatos de como a Passo a Passo está sendo usada…

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  • Criando uma cultura de aprendizagem

    Astrid Foxen. O mundo muda constantemente, e, para respondermos aos muitos desafios enfrentados pelas pessoas a quem a nossa organização procura servir, precisamos aprender e nos adaptar continuamente.

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  • Ensino à distância na Guatemala

    Ensino à distância é uma forma de fazer um curso sem ter de ir às aulas num local fixo. Os materiais do curso e os trabalhos do aluno podem ser enviados pelo correio, por e-mail ou fornecidos numa plataforma da internet. Os professores da instituição acadêmica geralmente auxiliam o aluno por telefone, carta ou e-mail. Esta forma de aprendizagem é ideal para as pessoas em locais mais remotos ou que querem estudar além de trabalhar. Aqui, Gengly Marisol Gutiérrez, uma assistente social da Acción Médica Integral (AMI) San Lucas, na Guatemala, conta-nos sobre a sua experiência.

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  • Optando pela aprendizagem

    Podemos achar que não aprendemos muito na nossa vida diária, mas quando paramos para refletir sobre o que aprendemos, pode ser surpreendente e incentivador. Também pode nos ajudar a planejar metas de aprendizagem para o futuro. Abaixo, está um exemplo prático para você copiar e preencher, que o ajudará a refletir sobre o passado e planejar para o futuro. Na página seguinte, sugerimos algumas maneiras alternativas de aprender, que podem ajudá-lo a alcançar as suas metas de aprendizagem sem recursos caros ou treinamento formal.

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  • Recursos

    ROOTS 3: Avaliando a capacidade da sua organização Desenvolvida em 2003, esta ferramenta ajuda as organizações a terem uma noção da sua capacidade, dando uma visão geral do estágio do seu desenvolvimento e uma ideia do seu impacto atual e potencial. Embora baseada em outras ferramentas de avaliação, ela visa ser especificamente relevante para organizações de desenvolvimento cristãs. Os três módulos cobrem “organização interna”, “vínculos externos” e “projetos”. ROOTS 3 ajuda os leitores a destacarem os aspectos positivos da sua organização para que eles sejam incentivados e fortalecidos. Esta ferramenta também chama a atenção para as áreas que precisam ser melhoradas, podendo-se desenvolver um plano de aprendizagem. A ferramenta pode não ser relevante para todas as situações, portanto, as organizações talvez queiram adaptá-la e aperfeiçoá-la de acordo com as suas necessidades individuais. Guias PILARES Os Guias PILARES proporcionam uma aprendizagem prática sobre o desenvolvimento…

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  • Uma melhor aprendizagem para um melhor trabalho de defesa e promoção de direitos

    Joanna Watson. O trabalho de defesa e promoção de direitos consiste em influenciar as decisões, as políticas e as práticas dos poderosos responsáveis pelas decisões, os quais geralmente estão no governo. O propósito deste trabalho é lidar com as causas subjacentes da pobreza, trazer justiça e apoiar o bom desenvolvimento. Aprender sobre uma questão de defesa e promoção de direitos (por exemplo: acesso aos serviços de saúde ou o direito de pastorear animais em terras comunitárias) é importante porque todo o trabalho de defesa e promoção de direitos precisa estar baseado em informações corretas, provenientes de uma fonte que também possa ser acessada pelas pessoas no poder.

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  • Visitas de aprendizagem: vendo com os próprios olhos

    A leitura de estudos de casos pode ser uma forma muito útil de melhorar o seu próprio trabalho na comunidade. Podemos aprender sobre inovação, copiar modelos bem-sucedidos e adaptá-los para o nosso contexto, bem como nos inspirarmos com o sucesso de outros. Mas imagine poder interagir com um estudo de caso e fazer perguntas! Muitas organizações estão adotando a ideia de “visitas de aprendizagem” e viajando para aprender coisas e enriquecer o seu próprio trabalho interno. As “visitas de aprendizagem” podem ser internacionais ou na própria vizinhança: os princípios são os mesmos. Abaixo, reunimos uma seleção de tipos de visitas, com estudos de caso de várias partes do mundo.

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