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Enfermeira verificando o batimento cardíaco de um bebê. Foto: Richard Hanson/Tearfund

Da: Saúde materna – Passo a Passo 91

Como ajudar famílias e comunidades a prestar apoio crucial às mulheres antes e durante o parto

Em partes das zonas rurais do Nepal, às vezes, devido às crenças culturais e religiosas, as mães não recebem o atendimento médico e o apoio de que precisam. Com frequência, estas crenças fazem com que as mulheres que estão menstruando ou em trabalho de parto sejam consideradas impuras. As pessoas não querem tocá-las e nem mesmo vê-las!

Se uma mulher em trabalho de parto for considerada impura, quem a levará até as instalações médicas? 

Um grupo de uma igreja do Distrito de Dailekh, no Nepal, começou um serviço de ambulância simples para alcançar comunidades remotas nas montanhas. Alguns Comitês de Desenvolvimento do Povoado ficam muito longe do hospital do distrito. Mesmo que haja uma estrada, ainda assim pode levar quatro horas para levar o paciente do povoado até a estrada onde um veículo possa levá-lo ao centro de saúde ou ao hospital do distrito.

Este serviço de ambulância agora está bem divulgado nas comunidades. A comunidade sabe que deve contatar o grupo da igreja por celular quando alguém precisa de ajuda para chegar ao posto de saúde. No momento, geralmente há entre um e três casos por mês. A maioria deles são acidentes – por exemplo, uma pessoa que caiu de uma árvore enquanto cortava lenha – mas outros são mulheres que começaram o trabalho de parto. 

Quando eles começaram o serviço, os membros do grupo carregavam as pessoas numa cesta nas costas do “carregador”, mas agora a igreja possui uma maca para carregar as mulheres, pois é melhor assim. O grupo compartilhou esta ideia com outras igrejas e, como resultado, uma segunda igreja começou o seu próprio serviço de ambulância num outro distrito.

Uma preocupação que eles têm é que os grupos de igrejas sejam responsabilizados se algo der errado com o paciente ou se houver um acidente enquanto o paciente é carregado. Porém, até agora, isto ainda não aconteceu, e, quando os pacientes se recuperam, às vezes, eles visitam a igreja para agradecer ao grupo pelo que ele fez.

Como parte do trabalho com igrejas locais da parceira da Tearfund, Sagoal, foram mobilizados “Grupos Centrais” de igrejas para trabalhar com comunidades usando a abordagem de mobilização da igreja e da comunidade. Se forem salientadas questões de saúde materna como uma necessidade das mulheres na comunidade, os Grupos Centrais de igrejas trabalham com agentes de saúde e a comunidade para confrontar pontos de vista tradicionais, aumentar o senso de valor das mulheres e reduzir o estigma.

Buddhiman Shakya, Coordenador Sênior da Sagoal, foi entrevistado por Steve Collins.

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