Cartas

Protegendo as colheitas contra os pássaros

Estamos a tentar proteger as nossas colheitas de arroz contra as pragas de pássaros. O arroz é a principal colheita aqui. Estamos a achar muito difícil controlar e evitar a ameaça dos pássaros. Os agricultores têm ficado nos campos o dia inteiro para espantá-los, o que os deixa cansados, sem poder fazer outras actividades domésticas.

Vocês poderiam dar algum conselho técnico para que os nossos agricultores possam cultivar o seu arroz, dormir em paz e também desenvolver técnicas mais eficazes de controle destes predadores sem matá-los? Se algum outro leitor tiver resolvido este problema, ficaríamos extremamente contentes se nos escrevesse.

Innocent Balagizi, Box 373, Cyangugu, Ruanda. E-mail: balkarh@yahoo.fr

Ajuda com a epilepsia

Escrevo para agradecer aos leitores da Passo a Passo por terem respondido à nossa solicitação sobre como compreender e lidar com a epilepsia, publicada na Passo a Passo 44. Agradecemos especialmente ao Sr. Ebire, de Oweri, na Nigéria. Ele ajudou-nos a concentrarmonos no desenvolvimento da capacidade dos pacientes para reconhecer os sinais de aproximação dos ataques e, assim, evitar os acidentes causados por eles.

Entretanto, esta nova abordagem, a qual consiste principalmente em treinamento, não é tão popular com os pacientes que ainda preferem auxílio através de medicamentos. Assim, gostaríamos de receber conselhos sobre como aumentar a procura por este tipo de treinamento, especialmente entre os jovens.

Jamils Richard Achunji Anguaseh, Diretor, Global Welfare Association-Cam. E-mail: glowa_cameroon@yahoo.co.uk

Corantes de plantas

Li com muito interesse a sua página sobre corantes caseiros (Passo a Passo 21) e achei que vocês talvez quisessem saber sobre os eucaliptos. Estas plantas contêm corantes que colorem materiais como a seda e a lã sem que seja necessário acrescentar produtos químicos para fixá-los. Cada vez mais, os eucaliptos estão a ser usados como uma cultura para a produção de madeira e para restaurar terras degradadas e, assim, estão a tornar-se mais abundantes.

Os liquenes, por outro lado, geralmente crescem muito lentamente e exigem um trabalho cuidadoso e experiente para produzirem o seu potencial como corante. Na minha opinião, o seu uso como fonte de corante não é sustentável e, portanto, não deve ser normalmente recomendado.

India Flint, PO Box 209, Mount Pleasant, 5235, Austrália. E-mail: India.Flint@unisa.edu.au Site: www.leafprint.tk

Criação de cupins

Gostaria de responder à solicitação de informações sobre a criação de cupins na Passo a Passo 66. Eu recomendaria que não se usassem cupins, porque eles são altamente destrutivos.

Não há nenhum nutriente nos cupins que não possa ser obtido em outros tipos de ração disponíveis para aves.

Quando se usam cupins para alimentar as aves, alguns deles escapam para o solo. Eles destroem qualquer coisa feita de madeira que houver no local, e eliminá-los é difícil e caro.

Seria melhor procurar outras rações alternativas para aves, pois usar cupins não é muito eficaz em termos de custo.

Oluwafemi Ogundipe, Ibadan, Nigéria. E-mail: ogundipeok@yahoo.com

Ovos de peru

Os meus perus geralmente põem ovos em Março, o auge do calor aqui, quando a temperatura chega a 42 graus ou mais. Geralmente, todos os ovos estragam. Por favor, eu gostaria de receber conselhos.

Samuel Angyogdem. E-mail: sangyogdem@yahoo.co.uk

Ligando a alfabetização à sustentabilidade ambiental

A comunidade de São Geraldo fica na região semi-árida do Rio Grande do Norte, no Brasil. A parceira da Tearfund, Diaconia, decidiu criar um viveiro de plantas no local. Eles plantaram árvores frutíferas para gerar recursos e substituir as muitas árvores que haviam sido cortadas para servir de lenha. Ozenilda Morais Farias, uma professora de alfabetização de uma escola local, sugeriu que seus alunos (entre cinco e oito anos de idade) se envolvessem. Ela esperava que eles pudessem aprender sobre a importância da sustentabilidade ambiental de maneira prática.

Agora, Ozenilda usa a curiosidade das crianças como ponto de partida para a aprendizagem. Elas comparam o que está escrito nos livros de ecologia que estão aprendendo a ler com o que vêem acontecer no viveiro de plantas. Ela diz, “Acreditamos no potencial destas crianças como agentes de multiplicação. A compreensão que elas estão adquirindo pode ser aplicada tanto no presente quanto no futuro, garantindo uma melhoria na qualidade de vida da comunidade. Este é um trabalho educativo que beneficia todas as famílias locais através da venda de mudas, da geração de recursos e tornando possível que os jovens permaneçam no campo.”

Para obter mais informações, por favor, entre em contato com: Verlândia de Medeiros (engenheira florestal e conselheira técnica da Diaconia)

Assessoria de Comunicação da Diaconia, Rua Marquês Amorim 599, Boa Vista, Recife-PE, CEP 50070-330 E-mail: diaconia@diaconia.org.br Site: www.diaconia.org.br