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“Sou humano porque pertenço, participo e compartilho”

Um blog que examina a ideia de comunidade como um local de diversidade e inclusão

Escrito por Hannah Swithinbank | 29 jul 2022

Várias sandálias bem gastas sobre e ao redor de um tapete azul-turquesa com a palavra "Bem-vindo", do lado de fora de uma porta aberta na Índia.

Tapete de boas vindas com sapatos e sandálias. Foto: Robby Doland/Life.Church USA

Fazer parte da comunidade de Deus

Como cristãos, acreditamos que Deus é um só em três pessoas: uma Trindade, formada pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo. Acreditamos que Deus, essencialmente, existe “na comunidade” e que o amor que flui entre os membros da Trindade transborda e é expresso na criação do mundo. 

Por isso e porque acreditamos que os seres humanos são feitos à imagem de Deus, compreendemos que os relacionamentos e a comunidade são essenciais para a vida e o florescimento humano. Na verdade, não é apenas o fato de que precisamos de relacionamentos e comunidade, mas, sim, de que fomos feitos para estarmos uns com os outros.

A história da salvação, especialmente como vemos na encarnação de Jesus e no dia de Pentecostes, é que o Deus trino convida as pessoas a novamente fazer parte da comunidade devota. Quando respondemos a Cristo, passamos a fazer parte dessa comunidade. Ao fazermos isso, somos chamados a desistir de nossos próprios interesses e cuidar das outras pessoas através de relacionamentos que reconhecem nossas diferenças e nos permitem florescer. 

Conectados uns aos outros

Dentro dessa comunidade, temos responsabilidades uns para com os outros e nosso bem-estar está essencialmente conectado ao bem-estar dos outros. A história de Caim e Abel é um dos primeiros exemplos disso. Em Gênesis 4, está claro que Deus espera que Caim seja o guardião de seu irmão, assim ele é punido por quebrar esse vínculo. Em Atos, vemos a maneira como a igreja primitiva compartilhava seus recursos e como as pessoas cuidavam umas das outras (Atos 4:32-35).

Paulo acreditava que a igreja deveria ser a comunidade que mostra ao mundo a diversidade e a unidade do corpo de Cristo. Ele argumentava que nenhuma parte do corpo pode ser reduzida à função de outra e que nenhuma parte pode subsistir sozinha (1 Coríntios 12 e Romanos 12). Ele também sugeria que a comunidade se sustenta através do apoio e do incentivo aos outros – isso é, através do amor – para que a comunidade permaneça unida (1 Coríntios 10 e Romanos 14).

Nossa humanidade está entrelaçada

Ao falar sobre a importância do perdão para o futuro de uma comunidade (nesse caso, a África do Sul pós-apartheid), o Arcebispo Desmond Tutu descreveu a forma como a humanidade de cada pessoa está inextricavelmente ligada à humanidade das outras pessoas, usando o conceito africano de ubuntu como ilustração.

“Sou humano porque pertenço, participo e compartilho. Uma pessoa com ubuntu está aberta e disponível aos outros, ela incentiva os outros... pois possui uma autoconfiança que se baseia em saber que pertence a um todo maior, que é menosprezada quando uma outra pessoa é humilhada ou menosprezada, quando outros são torturados ou oprimidos... Ubuntu significa que, na realidade, mesmo os partidários do apartheid eram vítimas do sistema cruel que implementaram e apoiaram com tanto entusiasmo. Nossa humanidade estava entrelaçada.” No Future Without Forgiveness (Random House, 2000), p. 35

O conflito resulta da ruptura dos relacionamentos dentro das comunidades e entre elas. No entanto, a compreensão do ubuntu dos nossos relacionamentos com outras pessoas em nossas comunidades ajuda-nos a honrar os direitos, a dignidade e a diversidade das pessoas sem nos prendermos aos nossos próprios interesses e ao individualismo. Também nos ajuda a buscar a justiça e construir a paz juntos em nossas comunidades. 

Este blog foi atualizado a partir do artigo original, publicado no site Tearfund Aprendizagem em julho de 2018, quando Hannah Swithinbank era a gerente de Teologia e Trabalho em Redes da Tearfund. 

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Hannah Swithinbank era a gerente de Teologia e Engajamento em Redes da Tearfund.

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