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O amor nunca desiste

Parte 2 de um blog sobre um casal que trabalha com crianças em risco no nordeste do Brasil

Escrito por Hannah Swithinbank | 29 jul 2022

Duas crianças andando por uma rua de terra em uma favela brasileira construída entre postes de eletricidade. As palavras "Feliz Natal" estão pintadas na lateral de uma das habitações.

Favela do Sapo Nu, no bairro do Totó, em Recife, no Brasil, onde o Instituto Solidare trabalha com a comunidade. Foto: Eleanor Bentall/Tearfund

“Há pessoas que não querem saber, não querem ajudar – porque não querem mudar sua forma de pensar ou o que fazem: só o Espírito Santo pode intervir nesses casos…”

Seguir Deus mesmo quando for difícil

Fernando e Nury acreditam que estão seguindo o chamado de Deus em seu trabalho com crianças em risco em Recife, mas nem sempre é fácil. Às vezes, pode parecer que nada muda e é difícil para eles ver como Deus está trabalhando.

No entanto, mesmo quando as pessoas não querem aceitar tudo o que ele e Nury estão oferecendo, Fernando diz que eles ainda assim as visitam. “Mostramos às pessoas que as valorizamos e que elas são importantes. Ajudamos com pequenas coisas. Estamos dispostos a tocá-las, abraçá-las, prestar atenção, tirar fotos e dá-las a elas – coisas que as ajudam a se sentirem apreciadas.”

“Ela é o motivo de eu estar aqui”

Fernando conta sobre uma traficante de drogas local – uma mulher que mora na favela e usa e abusa de crianças em seu comércio. Ele não hesita em descrever as coisas que ela faz como sendo horríveis. Ele conta que essa mulher tem uma filha, também envolvida no tráfico de drogas, que foi pega, presa e encarcerada.

Quando isso aconteceu, foi Fernando quem se esforçou para descobrir para qual prisão ela havia sido mandada e organizou uma visita. Ao chegar, diz ele, o diretor da prisão apresentou-o às meninas presas, mas a filha da traficante de drogas que ele havia ido ver não estava entre elas.

“Ela está em confinamento solitário”, disseram-lhe. Ela é uma das nossas piores detentas. "Mas", disse Fernando, "ela é o motivo de eu estar aqui".

Por fim, levaram Fernando até a filha da traficante, que desatou a chorar ao vê-lo. Ela não conseguia acreditar que ele estava ali para visitá-la. Não fazia sentido para ela – por que ele iria visitá-la, na prisão, sabendo quem ela era e o que havia feito?

“Porque eu me importo com você”, foi sua resposta.

A única maneira de ouvirem o evangelho

Fernando disse que, desde aquela visita, a mãe abrandou sua atitude em relação a ele e Nury e ao trabalho que eles fazem. Ela é grata por eles se importarem com sua filha. A mulher ainda trafica drogas – mas manda a filha prestar atenção ao que o “tio” Fernando diz. Ele conta que agora é uma figura de autoridade para ela e espera ser alguém que ela ouça.

Fernando descreve o que vê em seu trabalho: “Às vezes, Deus age, às vezes não, mas esse tipo de atitude para com as pessoas é a única maneira de elas ouvirem o Evangelho”. Ele e Nury acreditam que, mesmo que não consigam ver Deus trabalhando e transformando a vida das pessoas em um determinado momento, isso não significa que Ele não esteja trabalhando e que nada vá mudar. Eles não querem desistir das pessoas, pois nunca sabem quando algo pode acontecer.

 

Para reflexão:

Quando é difícil para você continuar amando as pessoas assim como Deus as ama?

De que maneira a história de Fernando e Nury lhe oferece incentivo?

Este blog foi atualizado a partir do artigo original, publicado no site Tearfund Aprendizagem em maio de 2016, quando Hannah Swithinbank era a gerente de TTeologia e Trabalho em Redes da Tearfund. 

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Hannah Swithinbank era a gerente de Teologia e Engajamento em Redes da Tearfund.

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