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Artigos

Em defesa de uma saúde melhor

A igreja local, as organizações cristãs e os indivíduos podem reivindicar melhores serviços de saúde de forma eficaz

2017 Disponível em Inglês, Francês, Português e Espanhol

Membros do Conselho de Parteiras Tradicionais. Foto: Loida Carriel Espinoza/Tearfund

Membros do Conselho de Parteiras Tradicionais. Foto: Loida Carriel Espinoza/Tearfund

Um agente de saúde malawiano vestindo seu uniforme branco e vermelho e sorrindo para a câmera enquanto toma notas

De: Saúde e fé – Passo a Passo 102

Dicas de primeiros socorros, histórias de profissionais da saúde, um estudo bíblico sobre a cura e muito mais

por Loida Carriel Espinoza

A igreja local, as organizações cristãs e os indivíduos podem reivindicar melhores serviços de saúde de forma eficaz. Aqui estão dois exemplos…

Saúde materna para mulheres marginalizadas

Nas regiões rurais da Guatemala, as parteiras tradicionais desempenham um papel muito importante em suas comunidades. A maioria das mulheres indígenas é assistida por uma parteira tradicional quando dá à luz um bebê.

Hoje, as parteiras tradicionais na Guatemala estão registradas no Ministério da Saúde Pública. Elas recebem treinamento e trabalham em parceria com os postos de saúde. Mas isso nem sempre foi assim. Até alguns anos atrás, as parteiras tradicionais enfrentavam discriminação, insultos e até ataques físicos de agentes de saúde. E as mulheres indígenas que elas atendiam recebiam tratamento precário nos postos de saúde.

As parteiras tradicionais do município de Patzún estavam determinadas a mudar essa situação. O primeiro passo foi perceber a necessidade de se unirem. Com o apoio da organização cristã Asociación Vida, as parteiras tradicionais decidiram formar um comitê. A Asociación Vida ajudou-as a entender seus direitos e as leis da Guatemala, que eram a favor de que as comunidades prestassem serviços no local.

O comitê das parteiras tradicionais usou reuniões, manifestações e cartas para pedir ao posto de saúde que lhes desse treinamento adequado. Elas enfrentaram oposição e até mesmo ameaças de morte de funcionários públicos de saúde locais, mas continuaram. No final, os funcionários de saúde concordaram.

Incentivadas por seu sucesso, as parteiras tradicionais começaram a trabalhar com os conselhos de desenvolvimento local. Elas até foram à Cidade da Guatemala para se encontrarem com o Ministro da Saúde e pedir melhorias em Patzún. Ao longo de vários anos, elas reivindicaram, com sucesso, uma nova maternidade, entregas de medicamentos e melhores cuidados para as pacientes. Elas também influenciaram o posto de saúde para que empregasse um diretor que falasse a língua indígena das mulheres.

“Queremos servir ao próximo, como Deus ordena, e fazer um bom trabalho, um trabalho de qualidade”, diz María Francisca Boch, a parteira tradicional-chefe de Patzún. “Sem Deus, não teríamos conseguido fazer isso.”

Loida Carriel Espinoza é a Coordenadora Regional de Defesa e Promoção de Direitos (Advocacy) da Tearfund para a América Latina e o Caribe.

E-mail: [email protected]


Melhoria do atendimento aos pacientes no Quênia

Alice Mwongera

Alice Mwongera administra a Fundação Morris Moses, cujo objetivo é melhorar os cuidados de saúde no Quênia e em outros países. Ela fundou a organização quando seu marido e, depois, seu irmão faleceram tragicamente após receberem tratamento precário em um hospital.

Como cristã, quando comecei meu trabalho, o primeiro grupo a que me dirigi foi a igreja. Pensei que a igreja poderia falar sobre a forma como os pacientes às vezes são maltratados. Mas as igrejas realmente não souberam como se envolver. 

Depois de muita frustração, parei de tentar envolver as igrejas. Formei um grupo de ativistas motivados, principalmente estudantes universitários. Criamos um movimento chamado “Silent No More” (Chega de Silêncio) para fazer campanha em prol de mudanças no setor de saúde. A campanha despertou muito interesse, e a mídia envolveu-se. Quando começamos a aparecer na TV e no rádio, o governo teve que prestar atenção.

Conseguimos estabelecer a primeira Carta de Direitos do Paciente do Quênia, a qual define claramente os direitos dos pacientes – por exemplo, o direito de receber tratamento de emergência em qualquer posto de saúde, quer o paciente possa ou não pagar. Outro sucesso foi o estabelecimento do Modelo de Cuidados Centrados no Paciente da África. Estamos treinando médicos, enfermeiros e estudantes de medicina para tratar o ser humano e não apenas a doença. 

Gostaria de ter a oportunidade de treinar algumas pessoas na igreja sobre a defesa e promoção de direitos. Se as igrejas estiverem dispostas a trabalhar conosco, poderemos mostrar-lhes como fazê-lo.

Site: www.morrismosesfoundation.org
E-mail: [email protected]

Visite www.tearfund.org/ccmadvocacy para ver recursos para treinar sua igreja em defesa e promoção de direitos.

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