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Da: Nutrição – Passo a Passo 52

Várias ideias para ajudar a melhorar a nutrição das crianças pequenas

Ann Ashworth.

O vírus HIV (VIH) pode ser transmitido de uma mãe contaminada pelo HIV (VIH) para seu bebê. Isto é chamado transmissão de mãe para filho (TMPF). Ela pode ocorrer durante a gravidez, o trabalho de parto, o parto e a amamentação. Os medicamentos anti-retrovirais, como o Nevirapine, diminuem o risco de TMPF.

Os riscos através da amamentação

Opções de alimentação

As mães portadoras do HIV (VIH) têm uma escolha difícil, principalmente, se viverem em condições pobres. Adecisão de não se amamentar pode evitar que algumas crianças se  contaminem com o HIV (VIH), mas pode aumentar muito as chances de morte por outras causas. A UNICEF calcula que, para cada criança que morre por causa do HIV (VIH) através da amamentação, muitas outras morrem porque não são amamentadas.

É importante discutir com as mães portadoras do HIV (VIH) as opções de alimentação disponíveis, para que elas possam estar bem informadas para fazer sua escolha. Na maioria das situações, as opções são amamentar ou dar uma alimentação substituta (como o leite em pó). Em algumas cidades do Brasil, as mães com o HIV podem extrair seu leite materno para que ele passe por um tratamento de calor num banco de leite, tornando-se seguro.

Amamentação

Os bebês se beneficiam com os fatores imunológicos do leite materno e seu alto valor nutritivo. Eles têm menos chances de morrer de diarréia e pneumonia, mas sofrem o risco de contrair o vírus HIV (VIH). O risco é pequeno, se a mãe:

Alimentação substituta

Não há risco de se transmitir o vírus, mas há o risco de morte pela perda da imunidade protetora do leite materno e devido ao preparo sem higiene ou incorreto dos alimentos. O risco é alto, se a mãe não tiver dinheiro para comprar leite suficiente, tiver um abastecimento de água não tratada, um saneamento precário, pouco combustível, não tiver um refrigerador frigorífico), alimentar o bebê com uma mamadeira ou tiver pouca instrução. Nas comunidades em que a amamentação é a prática comum, as mães que decidem usar a alimentação substituta tornam-se “diferentes” e podem ser alienadas. As mães podem achar difícil dar apenas a alimentação substituta. Por exemplo, elas podem querer amamentar à noite, quando é inconveniente ter de preparar o alimento. Misturar a amamentação com outras formas de alimentação é mais arriscado para transmitir o vírus do que somente amamentar.

Aalimentação substituta só deve ser escolhida, se for aceitável, puder ser paga, for sustentável e segura. Devem-se informar as mães sobre o perigo de se misturar a alimentação artificial e a amamentação. A amamentação é a melhor opção para as mulheres que não têm o vírus HIV (VIH) ou cuja situação é incerta.

A Professora Titular Ann Ashworth é nutricionista da London School of Hygiene and Tropical Medicine, com muitos anos de experiencia em alimentação infantil. E-mail: ann.hill@lshtm.ac.uk Public Health Nutrition Unit London School of Hygiene and Tropical Medicine, 49–51 Bedford Square, London, Reino Unido WC1B 3DP

Os riscos do HIV através da amamentação

Um em cada 20 bebês se contaminam, se forem amamentados por seis meses.

Três em cada 20 bebês se contaminam, se a amamentação continuar por dois anos.

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