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Foto: Marcus Perkins, Tearfund

Da: Vida familiar – Passo a Passo 72

Ajuda a construir famílias fortes e saudáveis

Foto: Marcus Perkins, Tearfund

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Falar com um pai, uma mãe ou um responsável sobre a disciplina adequada pode ser difícil. As atitudes para disciplinar as crianças podem variar em diferentes culturas, e os pais geralmente agem por amor e interesse pela criança. Porém, algumas formas de disciplina podem ser prejudiciais para o desenvolvimento da criança.

Disciplina positiva

A disciplina faz parte do amor. Os limites positivos permitem que as crianças se desenvolvam, cresçam e alcancem seu potencial completo com segurança. Isto oferece uma base firme para o futuro da família e da comunidade. As crianças são naturalmente curiosas e gostam de explorar. Precisamos ter paciência, explicar as coisas, responder às suas perguntas e proporcionar-lhes espaços seguros para a exploração física e mental. Precisamos tornar claro quais são os limites e as conseqüências do comportamento inaceitável. Quando as crianças ultrapassam estes limites, precisamos reagir de maneira calma e positiva. Se simplesmente ficarmos zangados ou gritarmos, poderemos desencorajar a criança a continuar explorando, o que impedirá o seu desenvolvimento completo. Tirar-lhe um privilégio (como um brinquedo ou algum tempo com os amigos) por um período de tempo é uma forma eficaz de comunicar-lhe as conseqüências do mau comportamento. Lembre-se de que, às vezes, uma criança pode estar reagindo por medo ou profunda tristeza. Ela poderealmente precisar de alguém que a ouça, console e incentive ao invés de disciplina.

A palavra disciplina está relacionada com a palavra discípulo. Somo chamados a “discipular” nossos filhos e mostrar-lhes o caminho para que possam crescer e fazer uma contribuição positiva ao mundo. Jesus tinha discípulos. Como ele os ensinava? O relacionamento era fundamental. Ele passava tempo com eles e mostrava formas positivas de viver. Jesus era o seu exemplo. Ele amava e incentivava seus discípulos. Precisamos mostrar amor e afeição aos nossos filhos e incentivá-los e elogiá-los quando se comportarem bem. Jesus também era cheio de perdão. Precisamos perdoar as crianças quando elas cometerem erros e evitar lembrá-las dos seus fracassos. Tanto o pai quanto a mãe precisam desempenhar um papel ativo na criação da criança. A disciplina deve ser parte desta relação de amor entre pais e filhos, mas não a única parte.

Valorizando as crianças

Em muitas sociedades, as crianças não são respeitadas ou ouvidas. A Bíblia mostra que Jesus aceitava as crianças. Em Marcos 10:14, ele diz “Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais”. Jesus valorizava as crianças, não apenas como mais pessoas para trabalhar em casa, ou como uma forma de auxílio para os pais no final da vida, mas como indivíduos por si mesmos, com o seu próprio valor e relação com Deus. As Diretrizes para a Proteção Infantil da Tearfund dizem que os adultos não devem bater ou dar palmadas nas crianças. A disciplina deve ser adequada à idade, à compreensão e ao mau comportamento da criança. Ela não deve ser feita com raiva. Às vezes, os pais estão reagindo ao seu próprio medo pela segurança da criança ou raiva de si mesmos por terem deixado que a situação ocorresse. Devemos ter muito cuidado na nossa disciplina, para garantir que estejamos oferecendo o exemplo certo para o futuro. As crianças aprendem copiando a maneira como os adultos se comportam. Queremos que as crianças reajam com violência? Algumas formas alternativas de disciplina são:

  • Castigo – tirar a criança da situação e dar-lhe tempo para refletir sem qualquer distração. (Isto também dá uma oportunidade para que os pais se acalmem, se estiverem zangados, e decidam a atitude apropriada.)
  • Não deixar a criança ver os amigos por um dia.
  • Dar-lhe uma tarefa ou um trabalho extra, que elas normalmente não fazem.
  • Tirar-lhe algum privilégio (como um brinquedo favorito) por um determinado período de tempo.

Conclusão

Para que a disciplina seja eficaz, é importante que ela seja consistente, apropriada e que a criança compreenda os motivos dela. Sempre explique claramente à criança:

  • que comportamento foi inaceitável
  • porque ele foi inaceitável
  • que tipo de comportamento ela deverá ter no futuro
  • quais serão as conseqüências das suas ações.

Mandy Marshall é Oficial de Desenvolvimento de Programas para a Tearfund e possui treinamento em questões de proteção infantil em várias partes do mundo.

Para mais informações sobre questões de proteção infantil, entre em contato com a Assessora em Desenvolvimento Infantil da Tearfund, Aneeta Kulasegaran.
E-mail:
aneeta.kulasegaran@tearfund.org 


Boa disciplina

  • Incentive verbalmente e recompense o comportamento positivo.
  • Dê o exemplo do bom comportamento que deseja ver na criança – as crianças aprendem imitando o que os adultos fazem, não apenas o que os adultos lhes dizem para fazer.
  • Seja claro e consistente – explique o que a criança fez de errado, as conseqüências e o comportamento que você quer ver no futuro.
  • Lide com a situação o mais rápido possível. A criança pode esquecer o que fez, se você deixar passar muito tempo.
  • Se você avisou à criança sobre as conseqüências do comportamento impróprio, então aja – faça o que disse que faria. Não avise a criança e depois não faça nada.
  • Responda de maneira comedida e apropriada para o grau necessário. Não reaja de maneira exagerada.
  • Não use violência física.
  • Tranqüilize a criança dizendo-lhe que a ama e a perdoa. A disciplina é resultado do comportamento impróprio e não afeta o seu amor por ela ou a auto-estima e o valor da criança.

Adaptado de Celebrating Children, editado por G. Miles e J. Wright, publicado pela Paternoster Press. 

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