Foto: Jim Loring/Tearfund

Da: Famílias sob pressão – Passo a Passo 55

Ideias práticas para tornar as famílias mais fortes e saudáveis

A epidemia da AIDS no sul da África está fazendo com que muitas crianças se mudem para outras regiões. Muitas vezes, elas vão viver com suas famílias extensas, porque seus pais estão doentes ou morreram de AIDS. Ou elas podem ir ajudar parentes portadores do HIV (VIH) ou com AIDS (SIDA). As distâncias que estas crianças talvez tenham de viajar podem causar dificuldades para elas. Este artigo examina formas de diminuí-las, de maneira que sua migração seja uma experiência mais positiva.

Foto: Jim Loring/Tearfund

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Foi realizada uma pesquisa entre as crianças em escolas primárias, crianças em instituições e crianças de rua em Lesoto e Maláui. O objetivo era descobrir mais sobre a migração infantil, principalmente, quando esta se deve à AIDS dentro da família.

A migração pode afetar os jovens de várias formas e é, com freqüência, mais difícil quando se sofrem os efeitos da epidemia do HIV/AIDS. O sul da África é a região mais afetada pela pandemia mundial da AIDS. Dezasseis por cento dos adultos em Maláui e 24% em Lesoto estão infetados com o vírus. No momento, 27% de todas as crianças com menos de 15 anos em Maláui e 14% em Lesoto perderam um ou ambos os pais. As crianças são afetadas antes de ficarem órfãs, porém esta questão tem recebido relativamente pouca atenção.

Na maioria dos países no sul da África, a migração em busca de trabalho é tradicional. Os membros das famílias freqüentemente vivem longe uns dos outros. Uma das estratégias mais comuns para se lidar com a AIDS dentro das famílias é os jovens irem viver em algum outro lugar com parentes. Eles se mudam para serem cuidados, cuidar de outras pessoas ou para encontrar trabalho e sustentarem-se a si próprios.

Constatações principais

Recomendações

Crie contatos antes da migração As famílias poderiam ser incentivadas a ajudar as crianças a criarem contatos com as novas pessoas antes de migrarem. Isto poderia consistir em levá-las a visitar o lugar e as pessoas primeiro. Criando-se estes contatos, as crianças podem ficar menos aflitas com a mudança.

Permita a opção Permitir que elas tenham alguma opção também pode ajudá-las a se acomodarem. Para muitas crianças, a única saída da situação de um lar difícil, no momento, é ir para as ruas.

Compartilhe informações Também é útil dizer às crianças mais sobre o motivo porque precisam de mudarem-se e a causa da doença e da morte em suas famílias.

Mantenha elos As crianças devem ser incentivadas a manter elos com suas famílias e comunidades. Isto é especial-mente importante para as crianças acolhidas em instituições.

Incentive o apoio comunitário Foi visto que as comunidades tinham pouco envolvimento no cuidado das crianças órfãs. Ao invés disto, o encargo cabia inteiramente às famílias extensas. As comunidades poderiam ser incentivadas a discutir possíveis formas de apoiar estas famílias – tais como diminuir o preço das matrículas escolares ou compartilhar alimento.

Apóie os lares As dificuldades das crianças para se enquadrarem em novos lares são agravadas com a pobreza. Se o custo do seu cuidado for diminuído, principalmente os custos com a educação, as crianças poderiam ser aceites mais rapidamente nos novos lares, o que permitiria que elas permanecessem com parentes próximos, como os avós.

Adaptado a partir de um documento de pesquisa publicado em id 21, escrito por Nicola Ansell e Loraine Young, Dept. of Geography and Earth Sciences, Brunel University, Uxbridge, UB8 3PH, Reino Unido. A pesquisa foi financiada pelo DFID. E-mail: lorraine.young@brunel.ac.uk ou nicola.ansell@brunel.ac.uk

Questões para discussão

 

  

 

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