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Rosa Mariano, um membro ativo da Equipe de Vida, da Província de Zambézia, cumprimentando os vizinhos. Foto: Rebecca J Vander Meulen

Da: Aprendendo por toda a vida – Passo a Passo 90

Artigos sobre como aprender com outras pessoas, bem como histórias e conselhos de outras partes do mundo

A leitura de estudos de casos pode ser uma forma muito útil de melhorar o seu próprio trabalho na comunidade. Podemos aprender sobre inovação, copiar modelos bem-sucedidos e adaptá-los para o nosso contexto, bem como nos inspirarmos com o sucesso de outros. Mas imagine poder interagir com um estudo de caso e fazer perguntas! Muitas organizações estão adotando a ideia de “visitas de aprendizagem” e viajando para aprender coisas e enriquecer o seu próprio trabalho interno. As “visitas de aprendizagem” podem ser internacionais ou na própria vizinhança: os princípios são os mesmos. Abaixo, reunimos uma seleção de tipos de visitas, com estudos de caso de várias partes do mundo.

Visitas nacionais

QUEM?

Organizações que trabalham em questões semelhantes no mesmo país podem se visitar para trocar conhecimentos.

A aprendizagem é feita no canteiro de couves durante a visita dos parceiros chadianos da Tearfund a uma área de demonstração. Foto: Liu Liu/Tearfund

A aprendizagem é feita no canteiro de couves durante a visita dos parceiros chadianos da Tearfund a uma área de demonstração. Foto: Liu Liu/Tearfund

ESTUDO DE CASO

Em maio de 2011, parceiros da Tearfund do Chade receberam treinamento sobre sustentabilidade ambiental, onde eles aprenderam a importância de cuidar da criação de Deus e como aumentar a produção de alimentos com o uso de métodos naturais, tais como a agrossilvicultura e a compostagem. Oito meses mais tarde, o treinador organizou uma visita de acompanhamento para cinco parceiros do norte, para que eles vissem como duas organizações parceiras do sul haviam posto em prática o que tinham aprendido na oficina de treinamento. O grupo visitou povoados e campos para entender como o aprendizado da oficina é passado adiante e aplicado aos agricultores. Discutindo detalhes práticos com os parceiros do sul, os parceiros do norte beneficiaram-se com insight e recomendações que os ajudaram a melhorar o seu próprio trabalho.

Visitas individuais

QUEM?

Indivíduos empreendedores que desenvolveram expertise numa área e estão dispostos a ajudar outros a aplicar este conhecimento num novo contexto.

ESTUDO DE CASO

Joel Tembo, um membro do programa Indivíduos Inspirados da Tearfund, percebeu uma necessidade social e desenvolveu uma solução comercial para o crescente problema da eliminação de resíduos em Goma, na República Democrática do Congo. Ele estabeleceu uma empresa de lixo e serviços enquanto mobilizava a igreja e a comunidade para que se engajassem em questões ambientais. Ele visitou a Serra Leoa para compartilhar estes conhecimentos e esta experiência com as organizações e igrejas locais interessadas em gestão de lixo. Na Serra Leoa, as pessoas ficaram inspiradas com o trabalho de Joel, mas o que surpreendeu a ambos os lados foi o quanto Joel achou que havia aprendido, ele próprio, com a experiência. “Antes de ir para o campo, eu não via a ligação entre a sustentabilidade ambiental e o trabalho de desenvolvimento no local. Quando vi o que estava acontecendo nas aldeias, fiquei muito impressionado”, disse ele.

Visitas de avaliação entre pares

QUEM?

Organizações dispostas a avaliar outras organizações pares e serem, elas próprias, avaliadas em troca.

ESTUDO DE CASO

Três organizações, duas na Índia e uma em Bangladesh, queriam melhorar a qualidade dos seus projetos de Redução do Risco de Desastres e decidiram usar a avaliação como oportunidade para aprender umas com as outras. Como não queriam contratar um consultor externo caro, elas decidiram tentar um modelo de avaliação entre pares. Para garantir que a avaliação fosse consistente, primeiro foi criada uma lista de perguntas, a qual foi usada em cada avaliação. Uma equipe de avaliação, com membros de todas as organizações participantes, passou duas semanas visitando os locais dos projetos de cada organização. No final do processo, todas as três organizações haviam sido avaliadas e tido a oportunidade de avaliar as outras, compartilhando a aprendizagem e desenvolvendo relações para o futuro.

Visitas de ''arranque''

QUEM?

Uma organização que quer começar a trabalhar com uma questão nova visita uma organização que já possui experiência nesse campo.

Um grupo visitante de Mianmar ouvindo sobre como os habitantes de um povoado em Bangladesh se preparam para os desastres. Foto: Liu Liu/Tearfund

Um grupo visitante de Mianmar ouvindo sobre como os habitantes de um povoado em Bangladesh se preparam para os desastres. Foto: Liu Liu/Tearfund

ESTUDO DE CASO

Após o Ciclone Nargis, um grupo de Mianmar queria ajudar as comunidades a se prepararem melhor para os desastres. Bangladesh sofre de enchentes frequentes, e uma organização de lá, com experiência em Redução do Risco de Desastres, ofereceu-se para receber uma visita. O grupo de Mianmar visitou povoados que haviam desenvolvido sistemas de alerta precoce, exercícios de simulação de buscas e resgates e programas educativos para as escolas locais. Eles haviam até escrito canções folclóricas e criado danças para transmitir mensagens sobre como se preparar para os desastres. Como os dois grupos trabalhavam em contextos geográficos semelhantes, o grupo de Mianmar pôde voltar para casa e iniciar projetos de Redução do Risco de Desastres nas suas próprias organizações.

Agradecemos a Liu Liu, Responsável de Gestão de Desastres e Sustentabilidade Ambiental, e Andrew Bulmer, Ex-Assessor de Igreja e Desenvolvimento, Tearfund.


Planeje a sua própria visita de aprendizagem

ANTES DE IR

  • As “visitas de aprendizagem” requerem um orçamento e um planejamento cuidadosos. Uma visita local terá um custo mais baixo do que uma viagem internacional. Se houver necessidade de viagem e alojamento, pesquise as melhores opções com antecedência para reduzir os custos.
  • Selecione os participantes cuidadosamente, escolhendo quem mais aproveitará a visita e será capaz de compartilhar e usar o que aprendeu na volta.
  • Procure projetos e locais semelhantes. O grupo de Mianmar tirou mais proveito da sua visita a Bangladesh porque o seu meio ambiente e o tipo de desastre eram semelhantes (Veja as visitas de “arranque” na página).
  • Seja claro sobre o propósito da sua visita. O que o grupo visitante quer alcançar durante a visita?
  • Informe claramente as suas expectativas aos anfitriões. Entrem em acordo sobre o que podem aprender uns com os outros.
  • Sempre que possível, informe-se sobre a área e o tipo de trabalho antes da visita. Você aproveitará mais o seu tempo se puder fazer boas perguntas.
  • Ore! Peça a Deus para prepará-lo e preparar os seus anfitriões para a visita. Peça a outras pessoas da sua organização para que orem por você enquanto estiver fora.

NA VISITA

  • Reserve tempo suficiente para cada local do projeto. Planeje mais tempo do que necessário caso haja dificuldades ou oportunidades inesperadas.
  • Certifique-se de que poderá conversar com as pessoas que fazem o trabalho no local além dos líderes e assistentes dos projetos. Frequentemente, os melhores insights resultam de conversas com os funcionários dos projetos.
  • Pergunte sobre os estágios iniciais do trabalho. Você pode estar vendo um projeto maduro agora, mas provavelmente muitas lições foram aprendidas no início. Saber o que deu errado, bem como o que deu certo, é muito importante.
  • Designe um membro do seu grupo para anotar nomes importantes, fatos, recursos recomendados e dados para contato. É fácil esquecer estas informações se elas não forem registradas. Você também pode usar uma câmera fotográfica ou de vídeo, se tiver uma.

APÓS A VISITA

  • Após cada dia da visita, passe algum tempo discutindo com os outros o que aprendeu e qualquer nova dúvida que tiver. O que o impressionou? O que o surpreendeu?
  • Pense sobre como você pode aplicar estas lições ao seu próprio trabalho. O que você mudaria?
  • Decida com quem você irá compartilhar o que aprendeu e informe-os. Quando somos abençoados, devemos passar a bênção adiante!
  • Antes de a equipe visitante partir, é bom pedir a todos para que escrevam uma lista das coisas que gostariam de realizar na volta. Se uma organização tiver somente um representante, esta pessoa pode compartilhar a experiência com os colegas.
  • Permaneça em contato com os seus anfitriões, bem como com outras pessoas do grupo visitante. Vocês podem continuar se incentivando mutuamente e compartilhando suas experiências ao desenvolverem o seu projeto com o que acabaram de aprender.

Se você tiver experiência em visitas de aprendizagem, por que não compartilhá-la com outros leitores enviando uma carta curta por e-mail para publications@tearfund.org

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